Movimento Cultural Tribo das Artes

Constituição:

A Tribo das Artes é um movimento que congrega artistas e grupos culturais em Taguatinga –DF, realizando saraus e editando esta revista desde 28 de setembro de 2000. Os saraus se iniciaram no Botiquim Blues e há três anos ocorrem  no Cantoria MPBar, na Praça do DI, na 1ª terça-feira de cada mês. A arrecadação da bilheteria é destinada à edição da revista. Nossa atuação é fundamentada em uma carta de princípios e dois Manifestos Culturais aprovados em nosso I Seminário.

 

Objetivos:

 

Nossas atividades têm o objetivo de atender as necessidades lúdicas e de entretenimento dos trabalhadores com atividades que desenvolvam as capacidades critica e criativa e ampliem a visão de mundo. Também buscamos a formação de militantes debatendo o papel da arte e de seus realizadores.

Queremos que nossos saraus e nossas publicações sejam acessíveis e compreensíveis ao povo de nossa cidade. Por isso, elaboramos uma programação fundamentada na cultura popular brasileira, tomando o cuidado de evitar a xenofobia e os traços conservadores ou preconceituosos.

Nos esforçamos para provocar a reflexão do público e também dos artistas acerca das condições de vida do povo e da possibilidade de destruir os mecanismos de exploração. Defendemos relações de trabalho em que todos “produzam de acordo com sua capacidade e recebam de acordo com suas necessidades”.

Nos saraus e na revista, valorizamos a qualidade estética e o conteúdo que sugere a solidariedade em lugar da competição mercadológica; o valor cultural em lugar do valor comercial; o acesso de todos em lugar da proibição ao direito de cópia. Por isso, o segundo número da revista estampa na capa: “A essência da arte é a visão de mundo que expressa”.

Como dissemos em nosso Manifesto de dezembro de 2000, “Não basta fazer arte, ela tem de incomodar.” Com isso, estamos afirmando que queremos mudar a realidade. “Devemos estudar, compreender e representar o homem para que ele se reconheça, se estranhe e se transforme.”

Organização

 

Nossa Tribo é estruturada em equipes que cuidam da organização do sarau e da edição da revista. Não temos diretoria ou coisa parecida. As lideranças surgem naturalmente em nossas reuniões semanais. Temos uma associação sem fins lucrativos para nos representar onde for necessária uma personalidade jurídica. O papel da associação é restrito às situações formais tais como assinaturas de contratos, prestações de contas etc. Quanto às demais decisões, são objeto das reuniões semanais ou das equipes específicas do assunto envolvido.

 

Funcionamento

Nossas reuniões são realizadas na 2ª e 3ª terça-feira de cada mês e todo o público é convidado a participar delas para avaliar o sarau daquele mês e discutir a programação do seguinte. As propostas de programação são debatidas e as equipes específicas ficam com a responsabilidade de encaminhá-las e decidir sobre os pontos não deliberados nas reuniões. Todos que participam e contribuem para a organização passam a ser membros da Tribo.

Além dos nossos saraus, nos apresentamos e distribuímos nossa revista em eventos locais e nacionais, tais como: 2º FestiSESI, Feira do Livro de Brasília, Festa Literária Internacional de Parati - RJ, Psiu Poético de Montes Claros-MG, Bienal do Livro de Goiânia-GO, Festival de Inverno de Bonito-MS, o Fórum Social Mundial, Marchas do MST, congressos de trabalhadores etc.

Finanças

Com os recursos dos saraus e eventuais cachês recebidos, publicamos a revista Tribo das Artes, sempre que acumulamos R$ 3.000,00 (dez mil exemplares). Como nossa arrecadação mensal é de aproximadamente R$ 400,00, nosso periódico virou num devezenquandário. Todos os artistas, jornalistas, articulistas, divulgadores, diagramadores, todos se dedicam sem remuneração para levar ao público nossas obras e reflexões.

Recorremos também a apoio de sindicatos, porque nos identificamos com suas lutas, e do Estado, desde que distribuídos por editais. Não aceitamos contribuições de partidos políticos para evitar interpretações errôneas de vinculação, mas reconhecemos a necessidade de os trabalhadores se organizarem partidariamente. Temos parcerias com livrarias, cafés e empresas que valorizem a cultura popular. Não aceitamos propostas de multinacionais ou outros empreendimentos responsáveis pelo sistema de exploração. Na verdade, eles também não nos proporão coisa alguma.

 

Mais documentos:

 

Alguns princípios

Ata de fundação, eleição e posse da diretoria da Associação Cultural Tribo das Artes

Ata de eleição e posse da diretoria da Associação Cultural Tribo das Artes

ESTATUTO

Manifesto